Roberto Carlos e Ivete Sangalo

sábado, 31 de dezembro de 2011

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Amigo, um Ensaio



Marcelo Batalha

Difícil querer definir amigo.

Amigo é quem te dá um pedacinho do chão, quando é de terra firme que você precisa, ou um pedacinho do céu, se é o sonho que te faz falta.

Amigo é mais que ombro amigo, é mão estendida, mente aberta, coração pulsante, costas largas.

É quem tentou e fez, e não tem o egoísmo de não querer compartilhar o que aprendeu.

É aquele que cede e não espera retorno, porque sabe que o ato de compartilhar um instante qualquer contigo já o realimenta, satisfaz.

É quem já sentiu ou um dia vai sentir o mesmo que você.

É a compreensão para o seu cansaço e a insatisfação para a sua reticência.

É aquele que entende seu desejo de voar, de sumir devagar, a angústia pela compreensão dos acontecimentos, a sede pelo 'por vir'.

É ao mesmo tempo espelho que te reflete, e óleo derramado sobre suas águas agitadas.

É quem fica enfurecido por enxergar seu erro, querer tanto o seu bem e saber que a perfeição é utopia. É o sol que seca suas lágrimas, é a polpa que adocica ainda mais seu sorriso.

Amigo é aquele que toca na sua ferida numa mesa de chopp, acompanha suas vitórias, faz piada amenizando problemas.

É quem tem medo, dor, náusea, cólica, gozo, igualzinho a você. É quem sabe que viver é ter história pra contar.

É quem sorri pra você sem motivo aparente, é quem sofre com seu sofrimento, é o padrinho filosófico dos seus filhos. É o achar daquilo que você nem sabia que buscava.

Amigo é aquele que te lê em cartas esperadas ou não, pequenos bilhetes em sala de aula, mensagens eletrônicas emocionadas.

É aquele que te ouve ao telefone mesmo quando a ligação é caótica, com o mesmo prazer e atenção que teria se tivesse olhando em seus olhos.

Amigo é multimídia. Olhos... amigo é quem fala e ouve com o olhar, o seu e o dele em sintonia telepática.

É aquele que percebe em seus olhos seus desejos, seus disfarces, alegria, medo.

É aquele que aguarda pacientemente e se entusiasma quando vê surgir aquele tão esperado brilho no seu olhar, e é quem tem uma palavra sob medida quando estes mesmos olhos estão amplificando tristeza interior.

É lua nova, é a estrela mais brilhante, é luz que se renova a cada instante, com múltiplas e inesperadas cores que cabem todas na sua íris.

Amigo é aquele que te diz 'eu te amo', sem qualquer medo de má interpretação.

A amigo é quem te ama 'e ponto'. É verdade e razão, sonho e sentimento.

Amigo é pra sempre, mesmo que o sempre não exista."

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Afinal o que é amar alguém? Existe alma gêmea?


O amor é um dos maiores temas de todas as épocas, sobre ele muito se escreveu e se escreverá. As abordagens vão desde o romantismo adolescente e apaixonado, passam pela cumplicidade madura dos casais mais experientes e, não raro, pelo divã dos psicanalistas.

Palavras e conceitos são bem diferentes. A maioria das nossas confusões afetivas parte da nossa incompreensão e da nossa inexatidão com respeito aos conceitos. Afinal o que é o amor? Como é o amor? Existe realmente uma única definição para um tema tão complexo ou estamos reféns do relativismo? E, então, haverá tantas definições de amor quantas pessoas neste planeta?
Longe de desenvolver complicadas teses filosóficas a este respeito, sejamos práticos, vamos primeiro definir o objeto do nosso amor: ele está centrado em nós, no outro, ou em um tipo especial de relação entre nós e o outro?

Será que encontrei, de fato, o amor de minha vida?

Todos os dias você encontrará pessoas reclamando que não encontraram o grande amor de suas vidas. Não encontraram? Não procuraram? Não sabiam o que estavam procurando? Encontraram e não reconheceram? Encontraram e não souberam valorizar?

Na vida, você não encontra o que procura, apenas o que está preparado para encontrar.

Muitas pessoas se queixam da ausência do par ideal, mas não percebem que estão vivendo a ilusão da busca da sua outra metade e que, por consequência, se sentem divididos ao meio, seres incompletos em busca de alguém que os complete.

Buscar a outra metade significa delegar para outra pessoa a difícil missão de te fazer feliz e de suprir faltas que sua personalidade apresenta e que só podem ser supridas por você.

Seres humanos sempre serão “metades” diferentes que juntas não formarão uma unidade, mesmo nos casos de amor mais lindos e perfeitos que você conheça.
Quando duas pessoas “inteiras” se encontram podem ser felizes, já duas metades...

Vale o conselho em tom de ironia e brincadeira: “Se você quer ser feliz, não case; mas se quiser fazer alguém feliz, então case, pois duas pessoas com esta filosofia contribuirão uma com a felicidade da outra”.

União, expansão e crescimento

O desejo de união amorosa é mais lúcido se for um desejo de expansão e crescimento, de compartilhar universos diferentes em alguns aspectos, semelhantes em outros, mas onde a busca pela semelhança total ou a convivência com diferença plena seriam tolices.

Ninguém é responsável pela nossa felicidade e nem nós pela de ninguém, mas somos todos co-responsáveis por participar na construção da felicidade uns dos outros.

Entregar a outra pessoa “o fardo” de fazer você feliz é eximir-se da responsabilidade sobre suas próprias emoções, sentimentos e escolhas e assumir o confortável papel de vítima. Afinal, se não der certo, a culpa é do outro que falhou em te fazer feliz.

Esse comportamento de fazer com que o outro se responsabilize por nossa felicidade caracteriza egoísmo, vaidade e narcisismo, pois parte do pressuposto que nós somos muito importantes, a tal ponto que o outro tenha a “obrigação” de nos fazer feliz. A pergunta é: Isso é amor pelo outro ou apenas por si mesmo?

Os dois casos mais frequentes nos relacionamentos amorosos são sempre os das pessoas que se apaixonam pelo “espelho” (alguém extremamente parecido com ela) e o daqueles que se apaixonam pelo seu oposto - alguém totalmente diferente dela.

No primeiro caso a pessoa não se dá conta que está procurando a confortável, porém, tola posição de não ter que aprender ou se adaptar a nada, afinal vive com uma cópia de si mesmo, seja real ou submissa.

No segundo caso, não se dá conta que está procurando alguém que compense as áreas não trabalhadas da sua personalidade e das suas competências sociais, transferindo ao outro tudo aquilo que tem dificuldade em fazer. Em ambos os casos, observamos um nítido egoísmo de face facilmente reconhecível: o narcisismo.

Como eternizou Caetano, “narciso acha feio o que não é espelho”.

Sejam quais forem os caminhos escolhidos para falar do amor (paixão é outro tema) perceberemos que amor é legitimamente um sentimento que parte de nós em direção ao outro e não algo que esperamos parta do outro em relação a nós.

O desejo de amor está ligado ao desejo de expansão, à presença simultânea das semelhanças e diferenças. O sentimento de amor mais legítimo que podemos conceber parte sempre de uma doação sem necessidade de submissão; de tolerância sem necessidade de omissão; de compartilhar sem necessidade de auto-abandono. Amar é somar, multiplicar e dividir, nunca subtrair.

Amar continua sendo a maior aventura e o maior desafio da espécie humana!

Por isso, um bom indicador da veracidade de nosso amor por alguém é o quanto ele nos transforma, o quanto cedemos, vencendo o nosso egoísmo e narcisismo e evoluindo para vivê-lo intensamente.

Carlos Hilsdorf

domingo, 13 de novembro de 2011

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Dizer eu te amo é coisa séria ...


Uns 20, 30 anos atrás, em geral nem os pais costumavam declarar com todas as letras o quanto amavam seus filhos. Amavam, sim. E muito! Mas não diziam. Apenas demonstravam, na maioria das vezes! Entre os casais, então, o tão esperado eu te amo costumava ser dito e repetido somente na fase da paixão, e olhe lá, com digamos, excessiva cautela.

Olhar nos olhos de alguém e dizer eu te amo costumava equivaler como selar um compromisso. A pessoa teria que, de fato, tornar-se responsável por quem cativou, como imortalizou Saint Exupery em seu maravilhoso livro O Pequeno Príncipe.

Mas como sabemos, as gerações se complementam, a cultura é dinâmica e os tempos mudam. Hoje, essa declaração chega a ser quase como um cumprimento diário, em muitos casos. Os adolescentes, então, esfuziantes que são, não se cansam de se declarar aos amigos, ficantes e namorados todo o amor que têm pra dar!

Há quem considere essa prática um abuso, sem sentido e sem consistência. Banalizaram os sentimentos, justificam-se os mais críticos e reservados. Em alguns casos, pode até ser, mas não apostaria nesta conclusão assim, tão precipitadamente.

Claro que tem gente que fala sem sequer imaginar como é que se sente e, principalmente, como é que se pratica o amor de verdade. Essas pessoas, sim, certamente estão desconsiderando a profundidade e responsabilidade que o amor pede. E quando é assim, concordo: é preciso um tantinho de pudor com o amor, porque é coisa séria!

Por outro lado, embora seja coisa séria, também acredito que deva ser coisa leve, gostosa, espontânea, fluida. E sendo assim, talvez não precisemos resistir tanto às declarações, embora devamos, sim e sempre, fazê-las de modo sincero e consciente, sabendo o que estamos dizendo.

Resumindo: é possível amar muito mesmo! E que bom que seja assim. Mas vale lembrar que uma declaração, quando feita em alto e bom som, toca o outro e gera nele uma expectativa (ou várias). O modo como você diz eu te amo pode ser compreendido de diversas formas, dependendo de quem ouve.

Portanto, mais do que ficar julgando a quantidade de vezes que as pessoas têm declarado seu amor, penso que o importante é sugerir uma reflexão: além das palavras, de que forma temos demonstrado amor? Temos sido pacientes e tolerantes com nossos amados? Temos ouvido o que eles dizem e nos interessado pelo que eles sentem? Temos nos disponibilizado para fazê-los felizes?

Imperfeitos que somos, certamente cometeremos erros, mesmo amando. Mas se nos tornarmos e nos mantivermos atentos agora, hoje, e durante o maior tempo que conseguirmos, talvez consigamos compreender que dizer eu te amo é como colocar um lindo laço sobre um presente. Muito bom! Mas o presente sempre é o que somos. E somos, fundamentalmente, o que fazemos, muito mais do que o que falamos. Tal qual, sabiamente, escreveu Ralph Waldo Emerson: O que você faz fala tão alto que não consigo escutar o que você diz.

Rosana Braga

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Poema


Não se acostume com meu amor tão longe
Nem se conforme com a saudade tão perto
Quero ser a medida exata pro teu jeito
E caminhar contigo pelo caminho certo
Quero não pesar demais nos teus braços
Quero cansar tua boca com meus beijos de ternura
Quero proximidade sem invadir teus espaços
Quero trazer-te encanto e não amargura
Quero ser riso e não pranto
Quero ser tua fonte de alegria
Com minhas cores de te amar para sempre
Quero colorir eternamente os teus dias
Vamos então
Venha passear de mãos dadas pela vida afora
Vamos ficar juntos até o último instante
Nem pare para pensar, tem que ser agora
Jogue-se sem medo na minha rotina
E venha viver com toda vontade
Amar é viver duas vidas
Pois um grande amor não se vive pela metade

Renée Venâncio

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Perdão incondicional!


Alguém disse um dia que para todo erro há perdão. Você também acredita nisso? Será que perdoar incondicionalmente é o melhor caminho para se resolver as contendas humanas, ou é apenas uma forma da gente justificar a nossa incapacidade de sufocar o mal que há em nós e oferecer aos outros só aquilo que temos de melhor?

Por que fazemos tanta questão de exaltar os nossos erros como um “aprendizado necessário”? Pensando assim, aos poucos a humanidade vai assumindo uma explícita falta de vergonha em agir sem pensar nas conseqüências. Os seres humanos saem por aí “atropelando” pessoas e sentimentos, e depois simplesmente pedem perdão e seguem suas vidas como se tudo fosse normal.

Eu sei que errar faz parte da bestial natureza humana, e os nossos deslizes, geralmente, são passíveis de reconsideração, mas a maldade premeditada, a meu ver, tem uma conotação muito mais grave do que um simples erro de conduta. Maldade é uma coisa que eu não consigo relevar assim, a toque de caixa.

Na verdade há certos pecados que talvez eu nunca consiga perdoar. Existe uma crueldade irretratável na brutalidade sanguinária dos homens; nas mentiras que são levadas adiante; nos enganos oferecidos como se fossem a salvação; nas ilusões travestidas de falsas esperanças; nas promessas vazias que nunca irão se cumprir e nas traições engendradas para enganar as pessoas que dizemos amar.

Juro que eu até já tentei ser uma pessoa mais evoluída, “dar a minha outra face”, “acolher os meus inimigos” e “perdoar erros imperdoáveis”, mas esses adágios beneditinos são maiores do que eu e superam todos os meus esforços em ser bonzinho e tolerante com os pulhas de plantão.

Esse tabu parnasiano que nos obriga a perdoar a quem quer que seja, sob pena de sermos desqualificados como demônios rancorosos, ataca frontalmente um direito legítimo de não querer perdoar a quem nos feriu de alguma forma. Através dessa teoria do perdão incondicional, somos praticamente constrangidos a acreditar desde cedo que o dever de perdoar é muito mais importante do que o mandamento sagrado de jamais fazer mal a alguém.

Mas não me vejam como um rancoroso qualquer... O meu coração perdoa fácil a palavra mal colocada, o julgamento precipitado, a ofensa na hora da raiva, o grito no meio da discussão, ou a incapacidade que muitos podem ter de compreender as minhas razões. O meu perdão está pronto para acolher aqueles que me atingem por ignorância, e não por mera crueldade.

Uns dirão: “Mas se até Cristo perdoou”! Que Cristo me perdoe então por todas as vezes que eu não conseguir perdoar a quem me causou algum dano. É que eu sou verdadeiro demais para fingir as coisas que eu sinto, e eu não consigo enganar ninguém com o meu jeito transparente de me posicionar diante da vida. Sou uma pessoa com a essência à flor da pele, e eu não permitirei jamais que a minha integridade e a minha honra sejam alvos da iniqüidade de ninguém.

Que me perdoem também aqueles a quem o perdão é conveniente ou serve de muletas, mas eu creio que a teoria do perdão incondicional é apenas uma fábula inventada para confortar os desprovidos de amor próprio e os canalhas que nos espreitam. Não sou nem um, nem outro. Trago comigo gentilezas nos bolsos e me antecipo com bom senso a qualquer tentação de fazer o mal a alguém.

Mas, se mesmo depois de sofrer uma injustiça qualquer, a minha vontade de perdoar se fizer tão grande quanto o meu amor pelo próximo, que o meu perdão seja dado ao meu tempo, e não no tempo da leviandade de quem me prejudicou e agora quer a minha reconsideração. Na verdade, é essa tal garantia de perdão incondicional que encoraja o injusto a atentar contra os seus semelhantes.

Enfim, não temam as minhas mágoas... No final eu sempre hei de voltar atrás. Apesar de rancoroso eu sei que existe uma certa nobreza em mim, mas o meu perdão é apenas a esmola mais chinfrim que eu posso oferecer aos pobres de espírito que trocaram o imenso valor do meu apreço, pela mais reles das moedas que é o meu pequeno e mísero dom de perdoar.
Renée Venâncio

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Aparecida do Norte!



Final de semana dedicado a Nossa Senhora Aparecida, para agradecer todas as graças recebidas durante o ano que ora finda.


ORAÇÃO A NOSSA SENHORA APARECIDA

Ó incomparável Senhora
da Conceiçao Aparecida,
Mãe de Deus, Rainha dos Anjos,
Advogada dos pecadores,
refúgio e consolação dos aflitos
e atribulados,
Virgem Santíssima,
cheia de poder e de bondade,
lançai sobre nós um olhar favorável,
para que sejamos socorridos por vós,
em todas as necessidades em
que nos acharmos.
Lembrai-vos, ó clementíssima
Mãe Aparecida,
que nunca se ouviu dizer
que alguém daqueles que têm a
vós recorrido,
invocado vosso santíssimo nome
e implorado a vossa singular proteção,
fosse por vós abandonado.
Animados com esta confiança,
a vós recorremos.
Tomamo-vos para sempre por nossa Mãe,
nossa protetora, consolação e guia,
esperança e luz na hora da morte.
Livrai-nos de tudo o que possa ofender-vos
e ao vosso Santíssimo Filho, Jesus.
Preservai-nos de todos os perigos
da alma e do corpo;
dirigi-nos em todos os assuntos
espirituais e temporais.
Livrai-nos da tentação do demônio,
para que, trilhando o caminho da virtude,
possamos um dia ver-vos e amar-vos
na eterna glória, por todos os séculos
dos século.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Se você errou!




Se você errou, peça desculpas...

É difícil perdoar?
Mas quem disse que é fácil se arrepender?

Se você sente algo diga...

É difícil se abrir?
Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar?

Se alguém reclama de você, ouça...

É difícil ouvir certas coisas?
Mas quem disse que é fácil ouvir você?

Se alguém te ama, ame-o...

É difícil entregar-se?
Mas quem disse que é fácil ser feliz?

Nem tudo é fácil na vida...
Mas, com certeza, nada é impossível...


Cecília Meireles

O amor é mesmo assim...


O amor é mesmo assim...
Chega sem mandar aviso de chegada
Vem puro, nu, tal criança nascendo,
Ou vem ferido por senda espinhosa
Não bate à porta, entra e se instala.

Surge, anjo azul entoando cânticos;
Da nuvem onde repousava latente
Ansiedade do nosso coração sozinho
Ou andejo triste buscando carinhos.

Faz nosso corpo sempre perfumado
E todo dia ser domingo primaveril
A nossa vaidade mais vaidosa ainda
Sorrimos para o espelho, ele ao lado.

O amor é mesmo assim...
Floresce dum olhar, duma palavra...
Germina dum sorriso ou vem à-toa
Delicado como quem devia vir antes
Jogando-se ou como não querendo nada

O amor é mesmo assim...
Ao chegar traz na bagagem saudade
Ou ele se enraíza para toda a vida,
E saudades serão apenas momentos,
Ou por pouco tempo, e depois parte,
E deixa na gente um estrago danado.

O amor é mesmo assim...

Antonio Miranda Fernandes

terça-feira, 1 de novembro de 2011

E se ela ligar primeiro?


Se o amor pudesse ser remediado com pílulas, provavelmente tomadas duas vezes ao dia, sempre depois das principais refeições, certamente haveria uma bula. Nela, como nas demais, constariam dados como composição, informações técnicas, indicações, contraindicações, advertências, reações adversas e como agir em caso de superdosagem.

Esses, entre outros preciosos detalhes sobre como agir ou quais poderiam ser as consequências de determinadas atitudes tomadas num relacionamento, entretanto, certamente não caberiam nem nos maiores dos livros já impressos em toda a história da humanidade. E ainda assim, não serviriam a todas as pessoas, considerando que, para uma mesma pergunta – dependendo do perguntador - haveria um sem-fim de possibilidades de respostas.

Para esta – “e se a mulher fizer o primeiro contato após o primeiro encontro, o que pode acontecer?” – existe desde a resposta mais óbvia do mundo até a mais complexa. Ou seja, “o contato pode dar certo ou não”, ou ainda, “tudo depende da intenção e dos sentimentos dos dois”. E por aí vai!

Se tratando de um artigo, a resposta deveria ser objetiva e certeira, de preferência. Imagino que uma mulher que acabou de ter um primeiro encontro e está morrendo de vontade de ligar para o cara a fim de manter o vínculo, vai ler “a bula” desejando arduamente encontrar algo do tipo: “vá em frente e atenda seu coração! Faça exatamente o que sente vontade e saiba que ligar primeiro ou atender primeiro a ligação dele não é quesito determinante para fazer essa possível relação dar certo ou não, a menos que o outro esteja apenas colecionando razões inócuas para justificar o fato de não querer marcar o segundo encontro”.

Agora, se a leitora for do tipo que jamais faz contato após o primeiro encontro, ficando sempre à espera da atitude do outro, certamente desejará ler algo mais ou menos assim: “é isso aí! Não dê moleza! Homens gostam das difíceis. Mantenha seu orgulho!”. E talvez desse certo esta estratégia. Mas talvez não! Talvez, por qualquer viagem, o outro também se sentisse inseguro para tomar a iniciativa e, por um tolo excesso de pensamentos, nunca mais se vissem.

O fato é que não existem respostas certas ou erradas. E também não existem garantias de que agindo assim ou de outro modo a relação vai ter sucesso. Sabe por quê? Porque o amor é feito de atitudes verdadeiras. É só isso que pode nos servir de “bula”. E, obviamente, essa verdade precisa ser lapidada para que não esteja embaçada demais pela ansiedade ou pelo orgulho, pelo medo ou pela insegurança.

Embora sejam sentimentos tão humanos quanto o amor, quando não estamos conscientes deles, podem se transformar em armadilhas. Podem nos motivar a determinadas ações das quais nos arrependemos logo depois. Por isso, se a sua dúvida – sendo mulher – é sobre se pode ligar ou se precisa esperar até que ele tome essa iniciativa... E – sendo homem – se deve subjugar a determinação feminina, considerando uma mulher como leviana simplesmente porque fez o que teve vontade de fazer – minha resposta é a seguinte!

Seja você mesmo. Seja sincero. Diga o que pensa. Diga o que sente. Não dê desculpas esfarrapadas nem tente se adequar ao que parece ser o correto. Descubra o que é correto para você e aja de modo coerente. Existem homens e mulheres de todos os tipos, com os mais adversos valores e opiniões sobre todos os assuntos. Existem pessoas com quem você, por mais que deseje, nunca vai se encontrar pela segunda vez. Enquanto com outras, por menor que seja sua expectativa, você vai viver histórias inesquecíveis. Não podemos prever o futuro. Só podemos decidir o que vamos fazer agora e nos tornar maduros o bastante para lidar com as consequências de cada uma de nossas escolhas.

Faça o que fizer, se estiver em sintonia com seu coração, celebre! Porque o amor floresce, sobretudo, na simplicidade... E, muitas vezes, quando menos imaginamos!

Rosana Braga

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Leve numa boa...Não crie tantas expectativas.


Para iniciar esse artigo é válido lembrar que homens e mulheres possuem funcionamentos distintos em praticamente todas as circunstâncias da vida, em especial as que envolvem questões emocionais. Nesse campo, podemos dizer que se alojam os maiores conflitos entre os gêneros, e habitualmente os mais difíceis de serem solucionados.

Mulheres são historicamente mais sonhadoras e idealizadoras do que os homens, seja pela sua natureza, por questões culturais, seja porque possuem um canal afetivo mais aberto e transparente. Os homens, por sua vez são mais práticos, objetivos e pragmáticos, e ainda que se envolvam profundamente com alguém não perderão essas características e tampouco as mulheres as suas.

Praticamente todos os estudos antropológicos apontam para um comportamento similar entre os povos. Os homens saem à caça enquanto as mulheres cuidam da prole e do bem estar familiar.

Com as mudanças históricas muitas mulheres também começaram a sair para "caçar" e se tornaram provedoras, sem que para tanto perdessem o aspecto subjetivo que tão bem as define como protetoras e cuidadoras do lar.

Existem, portanto e desde sempre, diferenças fundamentais entre os gêneros e elas aparecem em inúmeras situações da vida, no dia a dia; em especial na maneira como homens e mulheres reagem frente a essas vivências.

Pesquisas indicam cada vez mais que eles e elas processam de forma diferente as informações relacionadas a eventos emocionais. Como por exemplo, podemos comentar sobre os momentos que precedem um encontro, eles marcam bastante uma dessas diferenças: Como as mulheres se preparam e como lidam com as expectativas, seus anseios, suas preocupações, a ansiedade. Muitas exigem que estejam sem falhas e mais próximas possível do que imaginam que o homem espera delas. Algumas já começam a sonhar desenfreadamente e criam todo um cenário ideal. Outras ficam muito ansiosas. Já algumas conseguem lidar de forma menos intensa.

Homens, por sua vez criam expectativas bem menores, suas características nesse momento os auxilia, e muito, a não perderem o foco e nem o controle, enquanto elas ficam ansiosas e potencializam seus recursos de sedução, cuidando das roupas, cabelo, perfume... Os homens, ainda que vaidosos, não depositam tanta importância nesses detalhes e apostam mais na sua capacidade natural de agradar e seduzir.

Ainda que existam e sempre existirão essas tais diferenças e por mais impossível que seja anulá-las, é importante que se tome cuidado para não exagerar e perder o limite. Alguns sentimentos em dose errada podem colocar tudo a perder e comprometer o desdobramento de algo que poderia ser bom se não fosse a sobrecarga de emoções.

Um encontro, para que seja bom e promissor dependerá de muito mais do que se pode controlar. Claro que vale se sentir preparada, bonita e segura, mas é sempre importante ter em mente que não podemos antecipar o que o outro irá sentir e qual avaliação ele terá do encontro, isso porque ele poderá estar atento a um detalhe que você não imaginava e que importa para ele.

Um encontro é acima de tudo subjetivo. Depois do interesse estabelecido, o resto do jogo será regido por aspectos muitas vezes desconhecidos, é o que se chama de empatia e entrosamento, é algo que simplesmente acontece e que não se controla. Portanto, é valioso cuidar para que a ansiedade e a expectativa exageradas não atropelem esse caminho tão natural entre os casais. Sonhar, desejar, querer muito que dê certo faz parte do processo, mas não pode abafar sua espontaneidade, a naturalidade, e, acima de tudo a aposta em si mesma e no seu potencial, que habitualmente basta para que alguém se interesse por uma pessoa.

O autocontrole é fundamental para evitar atropelos e para promover chances maiores de um encontro enriquecedor e harmonioso.

Juliana Amaral

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O que faz o amor acabar?


Até onde podemos supor, quem começa um relacionamento espera que ele não termine tão cedo. Especialmente no início, quando mostramos o melhor de nós na intenção de conquistar a pessoa amada, nossas expectativas sempre rondam a ideia – ainda que fantasiosa – do “e foram felizes para sempre”.

Sim, estamos cansados de ouvir que o sempre não existe, que nada é eterno e que o tempo transforma as relações em algo bem diferente do que era quando começou – lembrando que “diferente”, em princípio, não quer dizer nem pior e nem melhor. Mas o fato é que acreditar no amanhã é imprescindível. É esta esperança e esta significativa aposta no amor que o faz ganhar em profundidade. Ou seja, é preciso investir para ganhar, seja qual for o compromisso.

Porém, o maior equívoco na conquista e, principalmente, na manutenção das relações, tem sido o foco. Apesar de ser essencial acreditar no futuro, é absolutamente indispensável vivenciar o hoje, o agora, este dia!

Por isso, se você quer saber o que faz o amor acabar, a resposta é apenas uma: começar a acreditar que hoje pode ser ruim porque depois você poderá consertar. Talvez até possa, mas deixar para fazer o amor valer a pena somente amanhã é a maior e mais perigosa armadilha que os casais constroem para si mesmos sem se dar conta!

Em outras palavras: nada pode garantir que o amor entre você e a pessoa com quem você se relaciona jamais vai acabar. Isso não existe. É imprevisível e incontrolável. Entretanto, se você quer fazer o que está ao seu alcance, se quer fazer o que é possível, então minha sugestão é para que você viva um “amor de um dia”.

Isso mesmo: Ame como se este amor fosse acabar ao final deste dia. Como se você tivesse apenas hoje para namorar, beijar, abraçar, falar, ouvir, ouvir bastante, considerar, perdoar, pedir perdão, ceder, reconhecer o que o outro faz de bom, reconhecer o que você faz que não é muito legal... Enfim, apenas hoje, apenas agora...

Claro que isso não significa que se você não puder aproveitar o hoje, estará tudo acabado. Mas esteja certo de que se você se relacionar na maior parte do tempo sempre esperando pelo amanhã para que seja bom, então está fadado ao fim! Pode ser oficial ou camuflado, mas o fim será inevitável!

Portanto, não perca mais tempo! Quanto antes você começar, mais fácil será instaurar esta dinâmica no seu relacionamento. Mais eficiente e mais prazeroso será praticar o “amor por um dia”!

Afinal de contas, é fácil compreender o quão mais possível é viver um grande amor por 15 ou 20 horas do que por 15 ou 20 anos... E na mesma medida, por 15 ou 20 minutos do que por 15 ou 20 horas. Então, que tal uma ligação carinhosa, um convite picante, uma flor sem motivos aparentes, um elogio despretensioso?

Nada de mais para quem quer viver uma linda história de amor, não acha?

Rosana Braga

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

domingo, 18 de setembro de 2011

Vamos falar de nós!



Vamos falar de nós
A gente teve um caso tão bonito
E apesar de tudo
De nos amarmos tanto foi preciso
Nos agredir
Até esquecer
Nossos momentos lindos
Eu te ferir, me magoar
Pra entender certas coisas não valem a pena
Que o amor, ele é feito de coisas pequenas
A arte de se dar
Vamos falar de nós
Podemos retirar alguns espinhos
Tentar recomeçar
O que está gritando em nosso peito
Dizer tudo que a gente tem direito
Até mesmo esgotar
O brilho que está em nosso olhar
Nossas vidas, nossas brigas
São coisas que nos diz respeito
Somente a Deus dou direito
De mostrar um caminho para nós
Nós levamos tantos anos
Pra nos encontrar
Aprendi, aprendeste a amar
Amor...
Vamos falar de nós
Olhando um pro outro desarmados
Não vamos dar a chance
Para sorrisos falsos ou aplausos
Para pessoas que nos criticaram
Nem ao menos quis saber
Se eu caminharia sem você

sábado, 17 de setembro de 2011

Amar ou sofrer!

Angela Rô Rô

Amar ou sofrer
Eu vou te dizer, mas vou duvidar
Querendo ou não
O meu coração já quer se entregar
Não falta lembrança, aviso cobrança, você vai por
Mim.
Mais feito criança, lá vou na esperança, eu sou mesmo
Assim
Quem sabe até, meu destino, amor sem espinhos
Sou réu da sua boca, calor dos abraços e tantos
Beijinhos
Se o sonho acabou, não sei meu amor nem quero saber
Só sei que ontem a noite sorrindo acordada sonhei com você
Às vezes até na vida é melhor, ficar bem sozinho
Pra gente sentir qual é o valor de um simples carinho
Te sinto no ar, na brisa do mar, eu quero te ver
Pois ontem a noite sonhando acordada, dormi com você.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

terça-feira, 13 de setembro de 2011

A Tristeza permitida!





Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair pra compras e reuniões – se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem pra sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?

Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.

Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.

A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.

Depressão é coisa muito séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas.

“Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não me importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago da razão/ eu ando tão down...” Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.

Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos.

Martha Medeiros

sábado, 10 de setembro de 2011

Tocando em frente!





"Ando devagar

porque já tive pressa

E levo esse sorriso

porque já chorei demais

Hoje me sinto mais forte

mais feliz quem sabe

Eu só levo a certeza

de que muito pouco eu sei

que nada sei

Conhecer as manhas e as manhãs

o sabor das massas e das maçãs

É preciso amor pra poder pulsar

É preciso paz pra poder sorrir

É preciso chuva para florir

Penso que cumprir a vida

seja simplesmente

compreender a marcha

e ir tocando em frente

Como um velho boiadeiro

levando a boiada

eu vou tocando os dias

pela longa estrada eu sou

estrada eu vou

Todo mundo ama um dia

Todo mundo chora

Um dia a gente chega

No outro vai embora

Cada um de nós compõe a sua história

E cada ser em si carrega

o dom de ser capaz

de ser feliz

Conhecer as manhas e as manhãs

O sabor das massas e das maçãs

É preciso amor pra poder pulsar

É preciso paz pra poder sorrir

É preciso chuva para florir

Ando devagar

porque já tive pressa

E levo esse sorriso

porque já chorei demais

Cada um de nós compõe a sua história

E cada ser em si carrega

o dom de ser capaz

de ser feliz"

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

PEDAÇOS DE MIM




Eu sou feito de
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos

Sou feito de
Choros sem ter razão
pessoas no coração
atos por impulsão

Sinto falta de
Lugares que não conheci
experiências que não vivi
momentos que já esqueci

Eu sou
Amor e carinho constante
distraída até o bastante
não paro por instante


Tive noites mal dormidas
perdi pessoas muito queridas
cumpri coisas não-prometidas

Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar
pensei em fugir,para não enfrentar
sorri para não chorar

Eu sinto pelas
Coisas que não mudei
amizades que não cultivei
aqueles que eu julguei
coisas que eu falei

Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendo
amigos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo.

Martha Medeiros

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Você acredita em histórias de amor?


O tempo todo, ouço pessoas, tanto homens quanto mulheres, afirmando que gostariam de viver uma autêntica história de amor. Por outro lado, também vejo, periodicamente, serem lançados filmes sobre encontros de tirar o fôlego e emocionar até os corações mais endurecidos...

Ou seja, na música, na arte, nas telonas e telinhas, por todos os lados, o amor está em pauta. E isso certamente reflete um desejo muito forte na vida da enorme maioria de nós. Mas quero convidá-lo, hoje, a refletir sobre um paradoxo. Ao mesmo tempo em que o amor está no ar, convidando, seduzindo, provocando, paira neste mesmo ar uma energia que parece oposta.

A palavra energia aqui empregada serve para dar nome a algo quase inefável. Ou melhor, que dificilmente explicamos com as palavras. Mas vou tentar. Trata-se de algo muito sutil e, ao mesmo tempo, denso. Algo que parece não fazer diferença mas, ao mesmo tempo, faz – e muita! Como se fosse uma luta interminável e silenciosa entre o sim e o não. Querer e não querer. Desejo e medo. Impulso e retração.

Fica fácil perceber essa dinâmica confusa e angustiante quando começamos a reparar que, do mesmo modo que muitos desejam a intensidade, a profundidade, a parceria e a cumplicidade, também muitos (e talvez até os mesmos), duvidam, desdenham, desacreditam, enfim, desistem, desperdiçam oportunidades...

Sim, dá para compreender que relacionar-se não é das tarefas mais simples. Pode ser mesmo que você quebre a cara. Pode ser mesmo que não dê certo, apesar de todo seu investimento. Pode ser mesmo que o outro minta, engane e use você. Pode ser que você não seja correspondido, que ame mais do que seja amado, que dê mais do que receba. Pode ser...

Mas sobre tudo isso de realmente difícil e doloroso que pode mesmo acontecer caso você se permita, se entregue e passe a acreditar de verdade em histórias de amor, tenho três importantes contrapontos a esclarecer!

1 Pode ser que não aconteça nada disso. Pode ser também que aconteça só parte disso. E, mesmo acontecendo e sendo doloroso, pode ser que seja muito bom para você. Explico: as dores e dificuldades servem para nos fazer amadurecer, crescer, aprender. Permite-nos fazer melhores escolhas da próxima vez. Faz com que nos apropriemos com mais sabedoria da felicidade e do amor. Faz com que nos sintamos partes do mundo, de verdade, atuantes, corajosos e merecedores.

2 Você nunca vai saber o que realmente pode acontecer se não tentar. Ficar supondo, delirando, tentando descobrir o que pode acontecer caso você se comporte como quem está vivendo de fato uma história de amor, não adianta nada! Somente pensar não é viver. Agir é viver. Escolher é viver. Relacionar-se é dar espaço para que o amor aconteça. Enfim, enquanto você não transformar seus medos em ferramentas para tornar sua vida mais fácil, vai continuar aí, parado, sem viver a tal história de amor ou qualquer outra história importante.

3 Por último, pode apostar: vale a pena. Vale muito a pena. Por isso, sou enfática e categórica – tente, tente de novo. Tente mais uma vez. E viva toda sua vida acreditando que é possível, sim, viver uma história de amor, com todos os ônus e bônus que isso significa! Vale a pena!

Rosana Braga

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Apostar que “a fila anda” pode ser sua melhor opção!


Sempre mantive um “pé atrás” em relação a esta assertiva. Sustentar a ideia de que “a fila anda” sempre me pareceu uma ação arrogante e ilusória. Acreditar que existe uma fila de pessoas querendo se relacionar com você, a meu ver, é pretensioso demais. Entretanto, cá estou para refletir sobre a afirmação sob outro ângulo.

A intenção da frase é, certamente, mostrar que o cenário atual pode ser mudado a qualquer momento. Ou seja, a fila anda num relacionamento em que não existe cuidado mútuo. E a possibilidade deste “andar da fila” deixa claro que insistir nem sempre é a opção mais inteligente.

Quem lê meus artigos há algum tempo, sabe que sou defensora declarada de quem tenta salvar um relacionamento, haja vista que são oportunidades preciosas que temos de superar limitações, amadurecer e conquistar um novo patamar na busca pelo que temos de melhor. Portanto, desistir na primeira dificuldade ou ficar “pulando de galho em galho” tentando encontrar o outro perfeito não me parece ações que combinam com amor, consciência ou felicidade.

Porém, continuar dando “murro em ponta de faca”, sentindo e vendo a pele sendo dilacerada e o próprio sangue sendo derramado sem que nada de realmente significativo mude, já me parece teimosia, daquelas adotadas por quem quer ocupar o lugar de vítima ou de “coitadinho”, só para mendigar atenção e encobrir um enorme medo de se entregar à vida e arcar com as consequências de suas escolhas.

Assim sendo, hoje venho defender a opção de deixar a fila andar. Ou melhor, de – se for preciso – fazer a fila andar! Sim, botar um ponto final nesta história que tem se mostrado um grande fiasco e um completo e desastroso desencontro, e começar a apostar numa nova possibilidade.

Você não precisa, necessariamente, viver em função de começar e terminar relacionamentos indefinidamente. Pode, e em muitos casos até deve, permitir-se um tempo só seu. Deixar-se “solteiro” e desfrutar as muitas e deliciosas experiências que este status lhe proporciona.

Agora, obviamente, se surgir alguém especial, com quem você se identifique sem ter de fazer força ou inventar predicados, por que não? Contudo, observe esse detalhe: que seja fluido, que seja leve, que seja natural! Pare de fazer tanta força simplesmente para provar a si mesmo ou a quem quer que seja que você é capaz de “ter alguém”. Chega de viver relacionamentos que mais servem para te angustiar e confundir do que para te fazer descobrir que existem caminhos mais profundos e pacíficos a serem percorridos!

Enfim, com consciência, noção de si, disponibilidade para fazer o seu melhor e apostando que o autoconhecimento é a maneira mais eficaz de atrair encontros criativos e construir relacionamentos transformadores, estou certa de que – antes do que você imagina – a fila estará exatamente onde deveria. Afinal, se você quer viver um grande amor, precisa saber o que isso significa e qual a sua parte neste processo! A mudança começa sempre em você!


Rosana Braga

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

É questão de tempo terminar de novo!


Nada mais comum entre casais do que a experiência de atravessar uma crise e apesar das dificuldades querer descobrir meios para resgatar a relação. Saber até quando insistir ou quando desistir não é simples e nem pode ser uma escolha pautada em um aspecto apenas. Envolve tempo, reflexão, conversas, expectativas de cada um, formas de funcionamento individuais, entre outros.

Toda ruptura causa desgaste, frustração, tristeza, decepção, alívio. Para alguns a necessidade do fim pode ser clara e simples enquanto para outros pode ser difícil de enxergar, compreender e aceitar. Para uns é preciso pouco para acabar uma relação, para outros vale sempre tentar um pouco mais.

É sempre fundamental compreender o que move a escolha ou o desejo de se continuar junto de alguém. Amor? Necessidade? Carência? Comodismo? Companheirismo? Parceria? Essa parte do terreno precisa estar cuidada e limpa para garantir que a base da escolha seja forte o suficiente para lidar com as dificuldades de uma relação. Um namoro que se mantém por medo de estar sozinho por exemplo certamente não se sustentará ao esbarrar com crises e questões a serem resolvidas. Assim como reatar um namoro por se sentir carente também não manterá a solidez da relação.

Lutar, investir, apostar na relação são gestos válidos e importantes mesmo quando esta atravessa uma crise, diria que ainda mais quando se atravessa uma crise, e não é porque se encontram em dificuldade na relação que devem desistir de apostar. Entretanto também é fundamental saber o limite e até onde se deve ir. Muitos, na tentativa de reatar, se descuidam, se desvalorizam, se atropelam acreditando que assim terá o amor reconquistado. Acontece que uma relação existe em uma via de mão dupla e deve se sustentar acima de tudo em um terreno que seja saudável e enriquecedor para ambos, não se deve estar com alguém por carência ou pena.

Muitas são as causas que levam à ruptura, algumas mais graves outras nem tanto, mas independente do que seja o fato é que quando se opta pelo término um caminho de desencontros, discussões, acusações, mágoas já foi percorrido e ele não será tão facilmente esquecido ainda que o casal tente, mais adiante, reatar.

Exige uma grande maturidade, um certo desprendimento de pontos passados, capacidade de deixar o ressentimento de lado para se apostar novamente em uma relação. Algumas pessoas alcançam essa possibilidade, já para outras é uma tentativa mais sofrida. Esses seriam caminhos fundamentais para que se torne viável mais uma tentativa em se continuar junto. É normal que novas brigas e discussões que eventualmente surjam atualizem as dores ou mágoas antigas e se não houver por parte da dupla uma capacidade de conversar, se apoiar e considerar que fizeram uma nova escolha em estarem juntos, será ainda mais penoso e sofrido, porque indubitavelmente o passado será lembrado. O que vale é que apesar de lembrado ele sirva como um ponto de crescimento do casal e não como material de crítica a cada nova discussão.

Muitos casais são exitosos quando buscam a reconciliação, são pessoas com mais capacidade de reflexão, mais maduras emocionalmente e acima de tudo com o desejo e a certeza que é com esse parceiro que pretendem seguir adiante, já outros insistem em tentar por motivos errados e por dificuldade em lidar com a dor e seguir em frente. Para esses vale dizer que uma volta pode trazer uma sensação de alívio temporária mas que pode se tornar uma dor ainda maior se as falhas que levaram ao término seguirem se repetindo, trazendo ainda mais desencanto e mágoa.

Saiba sempre e reflita muito sobre as motivações que os levam a tentar de novo e avalie acima de tudo se é uma escolha saudável para a dupla. Não há necessidade de esticar a corda até ela arrebentar, a convivência, ou melhor, o tipo de convivência já deixará claro se os dois estão no mesmo sentido ou se a dupla está seguindo para caminhos opostos e pouco complementares. Por mais sofrida que seja desistir de uma relação devemos sempre lembrar que a lealdade e o cuidado devem ser maiores com nós mesmos, apenas assim teremos maior possibilidade em construirmos escolhas felizes, promissoras e saudáveis.

Juliana Amaral

terça-feira, 30 de agosto de 2011

domingo, 28 de agosto de 2011

O contrário do Amor!



O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

Martha Medeiros

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Eu amo pessoas "San Francisco"




Uma das coisas que fascinam na cidade de San Francisco é ela estar localizada sobre a falha de San Andreas, que provoca pequenos abalos sísmicos de vez em quando e grandes terremotos de tempos em tempos. Você está muito faceiro caminhando pela cidade, e de uma hora para outra pode perder o chão, ver tudo sair do lugar, ficar tontinho, tontinho. É pouco provável que vá acontecer justo quando você estiver lá, mas existe a possibilidade, e isso amedronta, mas, ao mesmo tempo excita, vai dizer que não? Assim também são as pessoas interessantes: TÊM FALHAS. Pessoas perfeitas são como Viena, uma cidade linda, limpa, onde tudo funciona e você quase morre de tédio. Pessoas, como cidades, não precisam ser excessivamente bonitas. É fundamental que tenham sinais de expressão no rosto, um nariz com personalidade, um vinco na testa que as caracterize. Pessoas, como cidades, precisam ser limpas, mas, não ao ponto de não possuírem máculas. É preciso suar na hora do cansaço, é preciso ter um cheiro próprio, uma camiseta velha para dormir, um jeans quase transparente de tanto que foi usado, um batom que escapou dos lábios depois de um beijo, um rímel que borrou um pouquinho quando você chorou. Pessoas, como cidades, têm que funcionar, mas não podem ser previsíveis. De vez em quando, sem abusar muito da licença, devem ser INSENSATAS, ligeiramente PASSIONAIS, demonstrar um CERTO DESATINO, ir contra alguns prognósticos, COMETER ERROS de julgamento e pedir desculpas depois, PEDIR DESCULPAS SEMPRE, para poder ter crédito e errar outra vez. Pessoas, como cidades, devem dar vontade de visitar, devem satisfazer nossa necessidade de viver momentos sublimes, devem ser calorosas, ser generosas e abrir suas portas, devem nos fazer querer voltar, porém não devem nos deixar 100% seguros, nunca. Uma pequena dose de apreensão e cuidado devem provocar. Nunca deve-se deixar os outros esquecerem que pessoas, assim como cidades,
têm RACHADURAS INTERNAS, portanto podem surpreender.
Falhas. Agradeça as suas, que é o que HUMANIZA você, e nos FASCINA.

Martha Medeiros

terça-feira, 23 de agosto de 2011

sábado, 20 de agosto de 2011

Depois do amor!



Depois do Amor
Benito Di Paula

Quarto frio, janela escancarada
Pra mostrar, desarrumado
Tudo o que nos consumimos
Resto do mais puro amor

E agora, mais distantes do que antes
Nem amigos, nem amantes
Sem conceito e sem respeito
Demos fim no nosso amor

Criatura bela, de cabelos curtos
E eu, no chão, deitado
Vagou pelo quarto, querendo fugir
Depois do amor
E de repente loucos, perdidos, sem nada nos dizer
Nós demos fim no amor
Num grito, a dor calou
De nós, pouco restou

Criatura bela, de cabelos curtos
E eu, no chão, deitado
Vagou pelo quarto, querendo fugir
Depois do amor
E de repente loucos, perdidos, sem nada nos dizer
Nós demos fim no amor
Num grito, a dor calou
De nós, pouco restou



http://www.vagalume.com.br/benito-di-paula/depois-do-amor.html#ixzz1VajkZUCv

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Quanto sua segurança pode destruir sua chance de ser feliz?


Sentir-se inseguro diante do desconhecido ou do novo, é completamente natural.
Insegurança diante da impetuosidade da paixão ou da falta de garantias no amor, também pode ser compreensível.
Entretanto, na linha tênue do coração, é preciso encontrar uma medida saudável e criativa para todos os sentimentos.

Se você vive inseguro, sentindo-se ansioso, tenso e com a sensação de que, a qualquer momento, pode perder a pessoa amada ou ser substituído por alguém “mais interessante”, talvez seja momento de relaxar e rever seus conceitos sobre si mesmo.

Esta semana, presenciei um comportamento decorrente de uma insegurança desmedida e destrutiva e comecei a observar o quanto uma pessoa pode construir seu próprio futuro de modo mascarado, empobrecido e equivocado sem se dar conta, tão afetada que está pela falta de reconhecimento de suas próprias capacidades.

Em decorrência dessa miopia, certamente vai experimentar relações doentias, magoar-se recorrentemente diante da constatação de que suas estratégias são frágeis e ineficientes e, especialmente, amargar uma solidão dolorosa, que é fruto de sua dinâmica interior.

Pessoas inseguras, principalmente quando estão se relacionando, correm o risco de inventar “verdades” para justificar comportamentos agressivos e insanos, sobretudo para afastar aqueles que, por motivos também inventados, parecem representar uma ameaça à sua suposta felicidade.

Pois pode apostar: felicidade autêntica não carece de insegurança, e muito menos é ameaçada por quem quer que seja. Se o que você vive realmente é amor, se está construindo um relacionamento saudável, em busca de amadurecimento e cumplicidade, certamente não precisa afastar ninguém, porque seu coração está em sintonia com o universo e com a pessoa amada.

Passar seus dias pensando em estratégias para derrotar inimigos que nem existem só vai fazer você perder a maravilhosa oportunidade de ser feliz neste relacionamento ou com a simples possibilidade de vir a se relacionar. E, certamente, você se transformará numa pessoa mal-humorada, pesada, briguenta, chata e... feia! E o pior é que não só você perderá com tudo isso, mas também as pessoas que você mais ama, sejam seus familiares, amigos e até seu par!

Sugiro que você faça uma autoavaliação bastante honesta e, para efeito de percepção, dê uma nota de 0 a 10 para sua insegurança. Tente se dar conta de como tem nutrido sua autoestima, do quanto tem valorizado suas qualidades e do quanto, acima de tudo, tem trabalhado suas limitações. Admita que tem medo de perder, que sente ciúme, que ainda não se tornou a pessoa que gostaria de ser. Assim, estará no caminho de se tornar... E isto é evolução!

Dra Rosana Braga

Entre tapas e beijos!


Estranho paradoxo o que a maioria dos casais experimenta: ao mesmo tempo em que desejam sinceramente serem felizes e fazer com que o relacionamento dê certo, sem se darem conta vão agindo no sentido de armar uma verdadeira guerra um contra o outro. Ou seja, buscam a alegria, mas pelo caminho da tirania. Resultado? Não dá certo!

Alegria é resultado de atitudes leves, que incluem compreensão, ponderação, reflexão, paciência, capacidade de colocar-se no lugar do outro, aprender a relevar, desculpar, não endurecer tanto, não acusar tanto, olhar para si mesmo e buscar um comportamento mais equilibrado... Ao passo que a tirania é a conduta arrogante e prepotente de quem sempre tem razão e é incapaz de aceitar as diferenças, de concordar que o outro pode pensar e sentir de modo adverso e, ainda assim, ambos terem razão. As suas razões.

Claro que muitas pessoas imediatamente reagem a esse tipo de acusação dizendo que não são assim, que não se consideram sempre certos. Porém, pergunto: se você está brigando e discutindo com alguém, o que mais está fazendo senão tentando provar que ele está equivocado e que você está certo? Afinal, esta é a base de qualquer crise – um descordar do outro!

Não estou querendo insinuar que num relacionamento nunca haverá discordâncias. Isto é impossível. O que proponho é uma reflexão sobre o quanto elas são recorrentes e o quanto têm se tornado um jeito de exercitar o amor. Sim, porque muitas pessoas terminam considerando as constantes brigas e discussões como “normais”. E embora sintam o peso deste clima, a tensão e a falta de alegria, continuam presas nesta dinâmica doentia e destrutiva.

Como mudar? Como sair deste círculo vicioso? Como para a maior parte das perguntas sobre relacionamentos, começaria dizendo que a solução é simples, mas nem por isso fácil! Aliás, por ser tão simples, mas tão profunda e exigir tanta autenticidade, não é mesmo nada fácil. Mas é possível e, sobretudo, vale muito a pena!

Comece considerando a única verdade sobre relacionar-se: é preciso que você faça a sua parte e se responsabilize por ser o melhor que pode, a cada dia. Isso quer dizer que enquanto você continuar discutindo, gritando e tentando convencer o outro de que está com a razão, bem pouco vai adiantar e dificilmente vão se entender!

Pare e ouça. Sim, ouça o que o outro está dizendo. Se não entender, pergunte! Interesse-se por descobrir o que ele está sentindo, o que está pedindo, do que sente falta, o que quer, como quer, quanto quer! Nenhuma solução pode ser encontrada se você não souber e compreender exatamente o que está acontecendo no seu relacionamento.

E acredite: não se trata de submissão ou de fazer o que você não quer. Não se trata de se desrespeitar ou ignorar seus limites. Não! Trata-se de flexibilizar, crescer, rever conceitos e crenças. Trata-se de aprender e evoluir! Isto é relacionar-se de verdade.

Cada vez que você se disponibiliza a pelo menos tentar (mas tentar de verdade, com todo seu coração) a conciliação, em vez de se desgastar apontando os erros e as limitações do outro, você está, de fato, praticando o exercício de amar!


Dra Rosana Braga

Quando um não quer, dois não podem ser felizes!


Para quem está de fora, é bem mais fácil perceber quando alguém está insistindo numa história que, muito provavelmente, não tem futuro. Mas para quem está envolvido diretamente nesta tal história, tentando simplesmente ser feliz no amor, parece que sempre vale a pena tentar mais uma vez.

Afinal, quase sempre o outro dá alguns sinais. Em geral, não são exatamente sinais verdes, mas amarelos, com certeza. Ou seja, deixa brechas que fazem com que a pessoa se encha de esperança, crie expectativas e fortaleça a ideia de que, quem sabe, talvez, se persistir mais um pouquinho, dê certo e engatem um encontro de verdade.

Acontece que, entre uma esperança e outra, sempre vêm duas ou três frustrações, mais furos, mais desencontros, menos sintonia. E assim segue o ritmo desgastante e doloroso que só não vê quem não quer: quando um não está disponível, dois não podem viver uma história de amor!

Se você se identifica com algo parecido, se tem se sentido derrapando na estrada que acredita que te levará ao encontro da tão desejada felicidade, lembre-se do sábio dito popular: “para um bom entendedor, meia palavra basta”. Isto é, pare de dar “murro em ponta de faca”, reveja suas escolhas, olhe para a realidade tal qual ela se mostra e pare de viver de ilusões seguidas de desastrosas desilusões!

Você merece bem mais do que isso, mas só vai viver, de fato, algo que realmente te faça crescer e se sentir feliz quando acreditar nesta possibilidade e acender, você mesmo, todos os sinais vermelhos para esta história morna, sem intensidade, sem profundidade e sem coração na qual você vem insistindo em investir.

Em primeiro lugar, perdoe tudo isso, todo o seu passado e todo o seu presente. Compreenda que todos nós erramos para, então, finalmente, acertar! Agora, convicto do que quer, talvez você se dê conta de que a pessoa que está procurando, a que você realmente quer encontrar, não é esta com quem vem lutando e se machucando há tempos. A que você realmente merece encontrar é aquela que estará tão envolvida quanto você.

Sim, isso mesmo, você precisa de um novo amor, mas não de um amor que só existe no seu mundo ou nas suas expectativas vazias. A partir de hoje, portanto, vai investir na busca ou mesmo na espera (consciente e equilibrada) de um amor recíproco, intenso, inteiro, entregue, que esteja tão disposto quanto você a experimentar todos os sentimentos e a superar qualquer dificuldade.

Um relacionamento que lhe renda sonhos realizados, desejos vivenciados e uma história consistente entre duas pessoas que reconhecem que vale a pena insistir, sim, num amor, desde que os dois corações estejam seguindo o mesmo caminho, na mesma direção. E assim, quem sabe, você nunca mais se deixe consumir numa insistência masoquista, esvaziada de qualquer criatividade ou reciprocidade...

Isto é amar e ser livre. Amar e ser feliz!

Dra Rosana Graga

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Os ipês estão floridos!




Thoureau, que amava muito a natureza, escreveu que se um homem resolver viver nas matas para gozar o mistério da vida selvagem será considerado pessoa estranha ou talvez louca. Se, ao contrário, se puser a cortar as árvores para transformá-las em dinheiro (muito embora vá deixando a desolação por onde passe), será tido como homem trabalhador e responsável. Lembro-me disso todas as manhãs, pois na minha caminhada para o trabalho passo por um ipê rosa florido. A beleza é tão grande que fico ali parado, olhando sua copa contra o céu azul. E imagino que os outros, encerrados em suas pequenas bolhas metálicas rodantes, em busca de um destino, devem imaginar que não funciono bem.

Gosto dos ipês de forma especial. Questão de afinidade. Alegram-se em fazer as coisas ao contrário. As outras árvores fazem o que é normal - abrem-se para o amor na primavera, quando o clima é ameno e o verão está prá chegar, com seu calor e chuvas. O ipê faz amor justo quando o inverno chega, e a sua copa florida é uma despudorada e triunfante exaltação do cio.

Conheci os ipês na minha infância, em Minas, os pastos queimados pela geada, a poeira subindo das estradas secas e, no meio dos campos, os ipês solitários, colorindo o inverno de alegria. O tempo era diferente, moroso como as vacas que voltam em fim de tarde. As coisas andavam ao ritmo da própria vida, nos seus giros naturais. Mas agora, de repente, esta árvore de outros espaços irrompe no meio do asfalto, interrompe o tempo urbano de semáforos, buzinas e ultrapassagens, e eu tenho de parar ante esta aparição do outro mundo. Como aconteceu com Moisés, que pastoreava os rebanhos do sogro, e viu um arbusto pegando fogo, sem se consumir. Ao se aproximar para ver melhor, ouviu uma voz que dizia: “Tira as sandálias dos teus pés, pois a terra em que pisas é santa”. Acho que não foi sarça ardente. Deve ter sido um ipê florido. De fato, algo arde, sem queimar, não na árvore, mas na alma. E concluo que o escritor sagrado estava certo. Também eu acho sacrilégio chegar perto e pisar as milhares de flores caídas, tão lindas, agonizantes, tendo já cumprido sua vocação de amor.

Mas sei que o espaço urbano pensa diferente. O que é milagre para alguns é canseira para a vassoura de outros. Melhor o cimento limpo que a copa colorida. Lembro-me de um pé de ipê, indefeso, com sua casca cortada a toda volta. Meses depois, estava morto, seco. Mas não importa. O ritual de amor no inverno espalhará sementes pela terra e a vida triunfará sobre a morte, o verde arrebentará o asfalto. A despeito de toda a nossa loucura, os ipês continuam fiéis à sua vocação de beleza, e nos esperarão tranqüilos. Ainda haverá de vir um tempo em que os homens e a natureza conviverão em harmonia.

Agora são os ipês rosa. Depois virão os amarelos. Por fim, os brancos.

Cada um dizendo uma coisa diferente. Três partes de uma brincadeira musical, que certamente teria sido composta por Vivaldi ou Mozart, se tivessem vivido aqui.

Primeiro movimento, “Ipê Rosa”, andante tranqüilo, como o coral de Bach que descreve as ovelhas pastando. Ouve-se o som rural do órgão.

Segundo movimento, “Ipê Amarelo”, rondo vivace, em que os metais, cores parecidas com as do ipê, fazem soar a exuberância da vida.

Terceiro movimento, “Ipê Branco”, moderato, em que os violoncelos falam de paz e esperança. Penso que os ipês são uma metáfora do que poderíamos ser. Seria bom se pudéssemos nos abrir para o amor no inverno...

Corra o risco de ser considerado louco: vá visitar os ipês. E diga-lhes que eles tornam o seu mundo mais belo. Eles nem o ouvirão e não responderão. Estão muito ocupados com o tempo de amar, que é tão curto. Quem sabe acontecerá com você o que aconteceu com Moisés, e sentirá que ali resplandece a glória divina...

Rubem Alves

terça-feira, 12 de julho de 2011

Férias!!




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Despedida!


Despedida

Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.

Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.

Que procuras? Tudo. Que desejas? - Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.

A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?

Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra...)
Quero solidão.

Cecília Meireles

sábado, 2 de julho de 2011

Diferença entre o amor e a paixão!


A paixão é sempre um tema polêmico e controverso. Ao mesmo tempo em que todos “querem” estar apaixonados, e querem viver a doçura de um “amor” correspondido, acabam por sofrer as consequências de um sentimento desde sempre confundido por outro muito mais puro e genuíno: o AMOR.

Paixão não é amor. Acredito que o único amor que existe é o amor fraterno. É aquele amor humano que, quando existente, pode ser expressado por qualquer um. Pai, mãe, irmãos, amigos e diante de certo desenvolvimento espiritual, até por gente com quem nos indispomos.

O que se chama de “Amor Romântico” nada mais é, no meu ponto de vista, do que outro nome para a paixão amorosa. Esta é egoísta e possessiva por natureza. No começo é rosa, no fim – e para a paixão sempre haverá um fim – é cinza. Quem nunca esteve apaixonado por alguém, e no decorrer desta paixão, sentiu pela mesma pessoa aquele ódio incontrolável, normalmente quando a pessoa não corresponde nossos anseios, ou nossas expectativas em relação ao comportamento mantido por ela.

Em minha “humilde” experiência amorosa, em épocas atrás, quando apaixonado, não raras vezes eu me via em posição de “competição” com o ser “amado”. Era uma paixão digamos… “semi-correspondida”, mas em certas ocasiões, a pessoa vivia certas experiências interessantes sem mim (sem a minha “ilustre” presença) e isso me provocava muita raiva e mágoa. E quando a situação se invertia, eu lhe contava minhas experiências, prestando sórdida atenção à reação negativa e ciumenta da parte dela. Como observou Wilde, uma pessoa bem educada jamais fere os sentimentos de outra… sem querer!

Mágoa é quando os outros não são como gostaríamos que fossem. Depois que aprendi esse pequeno e importante conceito, comecei a entender o que estava se passando. E em entendendo que a pessoa por quem eu alimentava essa paixão (ou obsessão), por seu modo de vida muito diferente do meu, jamais viria a ser como “eu esperava (queria) que fosse”, fui aos poucos “largando” a necessidade de “tê-la” comigo. E dentro deste entendimento, a agradecia mentalmente e desejava sua felicidade, onde quer que fosse. E deu que cada um tomou seu rumo.

É, o entendimento liberta. O ego, idealista, sempre achou que minha vida não seria “do jeito que tinha que ser” sem aquela menina. Mas se você dar “trela” pro seu ego, estará f. Esquece, o mundo, as pessoas, não tem de ser do jeito que você espera, ou imagina. Cada um é cada um. Mesmo que lhe prometam certo comportamento, são humanas, falhas, limitadas. A realidade é o que “é” e, ou aceitamos, entendemos e libertamos os outros de nossas expectativas egoístas, ou viveremos sob uma luta eterna contra a realidade, que não poderá jamais ser mudada a nosso bel-prazer.

Acredito que a paixão é um mecanismo da natureza para promover a procriação da espécie humana, conseguindo esta procriação com pares que de outra forma, não suportariam um ao outro.

É inegável que viver uma paixão correspondida é o paraíso na terra. Nos sentimos mais vívidos, mais animados, até mais saudáveis. Porém o importante é termos a ciência de que é algo passageiro, e que um relacionamento verdadeiro deve ser embasado sobre sentimentos profundos como respeito, amizade, amor fraterno. E não sobre entusiasmos e empolgações súbitas e passageiras.

É inevitável e natural. Você vai se apaixonar, vai intentar se apossar do ser “amado” e controlá-lo. Sentirá ciúmes e criará expectativas. Se frustrará, se magoará e vai chorar. É da vida que seja assim. Mas se tiver consciência do que está acontecendo com você, certamente saberá se conduzir com elevação e nobreza, e não submetido à instintos, irracionais e inconscientes.

Ronaud Pereira
Ronaud!com

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Recomeçar é preciso...






Não sei dizer se a vida nos cansa ou se nós é que nos sentimos fadigados às vezes da existência. Nos repetimos sempre. Ou quase. E nos lamentamos desse dia-a-dia onde nos levantamos, trabalhamos, regressamos e descansamos para no dia seguinte recomeçarmos.
Mas é essa a vida e muitos não aceitariam mudança nenhuma se a oportunidade lhes fosse oferta. Ter que recomeçar alguma coisa abala muita gente, pois mesmo a vida corriqueira e imutável causa segurança. Conhece-se os caminhos, os atalhos, os desvios, as curvas a serem evitadas.
A consciência de ter que recomeçar é que nos faz sofrer, duvidar, temer. Medimos nossa capacidade e com bastante freqüência... nossa incapacidade! Se não medirmos nada, avançaremos como as crianças avançam nos primeiros passos, titubeantes, mas orgulhosos.
A mente humana é um poderoso instrumento. Ela condiciona, impõe, impede, impele, comanda... mas nem sempre no bom sentido. Ela sente, ressente, guarda as impressões e as marcas que a vida vai fazendo ao longo dos anos. E se pensamos em recomeçar alguma coisa, ela acende a luz vermelha em sinal de atenção. Assim é que muitos paralisam-se e não fazem nada. Acomodam-se.
Porém, a vida nos impõe recomeços a cada instante e os seguimos com
naturalidade, fazemos nossa parte. Somos condicionados e nem nos questionamos.
Me pergunto então por que não nos condicionamos a viver coisas novas, experimentar nem que seja por uma vez ousar. Se é nossa mente que nos comanda e que somos donos de nós, por que não pegarmos as rédeas, o comando?
A vida desabrocha por todos os cantos e precisamos vivê-la. Mas bem vivê-la. Deus nos criou para sermos felizes, não para passarmos os dias perdidos em lamentos sem tomar atitudes.
Avança!
Recomeçar é preciso quando o que temos já não nos satisfaz. E recomeçar é sempre possível quando colocamos de lado as dúvidas, pois perdedor na vida não é quem tentou e não conseguiu, mas sim aquele que abandonou a coragem e perdeu a fé.


Letícia Thompson

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Aprenda a gostar de você!



"Aprenda a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você...
A idade vai chegando e, com o passar do tempo, nossas prioridades na vida vão mudando...
A vida profissional, a monografia de final de curso, as contas a pagar...
Mas uma coisa parece estar sempre presente... A busca pela felicidade, com o amor da sua vida.
Desde pequenas ficamos nos perguntando "quando será que vai chegar?" E a cada nova paquera, vez ou outra nos pegamos na dúvida "será que é ele?".
Como diz meu pai: "nessa idade tudo é definitivo", pelo menos a gente sempre achava que era.
Cada namorado era o novo homem da sua vida.
Fazíamos planos, escolhíamos o nome dos filhos, o lugar da
lua-de-mel e, de repente...
PLAFT! Como num passe de mágica ele desaparecia, fazendo criar mais expectativas a respeito "do próximo".
Você percebe que cair na guerra quando se termina um namoro é muito natural, mas que já não dura mais de três meses.
Agora, você procura melhor e começa a ser mais seletiva.
Procura um cara formado, trabalhador, bem resolvido,
inteligente, com aquele papo que a deixa sentada no bar o resto da noite.
Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que jogue "imagem e ação" e se divirta como uma criança, que sorria de felicidade quando te olha, mesmo quando você está de short,camiseta e chinelo.
A liberdade, ficar sem compromisso, sair sem dar satisfação, já não tem o mesmo valor que tinha antes.
A gente inventa um monte de desculpas esfarrapadas, mas
continuamos com a procura incessante por uma pessoa legal,que nos complete, e vice-versa.
Enquanto tivermos maquiagem e perfume, vamos à luta... E
haja dinheiro para manter a presença em todos os eventos da
cidade: churrasco, festinhas, boates na quinta-feira.
Sem falar na diversidade, que vai do Forró ao Beatles.
Mas o melhor dessa parte é se divertir com as amigas, rir até doer barriga, fazer aqueles passinhos bregas de antigamente e curtir o som...
Olhar para o teto, cantar bem alto aquela música que você adora.
Com o tempo, voce vai percebendo que para ser feliz com
uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquele cara que você ama (ou acha que ama), e que não quer nada com você, definitivamente não é o homem da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar, não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você! "
Mário Quintana

Nunca desista de Amar!




O amor é eterno e maravilhoso em sua essência, capaz de realizar as mais importantes transformações em um ser humano.

Alguns vivem o amor em sua plenitude pelo simples fato de dispor dele em abundância. Aprenderam a amar, a se entregar ao ser amado e a estabelecer relacionamentos criativos. Outros sofrem com seu relacionamento amoroso. Depois de algumas decepções, tendem a se isolar e a adotar uma postura cética em relação ao amor. Preferem ficar em casa no sábado à noite, assistindo a um filme. Passam todos os fins de semana sozinhos. Nunca aceitam o convite de um colega para sair. No início, sentem-se aliviados, pois acham melhor evitar problemas do que sair em busca do amor. Mas, depois de algum tempo, a solidão começa a apertar o coração.

Nunca desista de amar. Assuma sempre o risco de demonstrar seu amor, mesmo que a outra pessoa não vá aceitá-lo, porque amar alguém não é um problema nem um defeito; é uma virtude. Se ela não aceitar o seu amor, o problema não é seu, pois, uma vez que você descobriu o jeito de amar, ficará faltando apenas encontrar um companheiro para a viagem a dois.

Se você está só, abra o seu coração, coloque um sorriso no rosto, retome o brilho nos olhos e acredite que a vida lhe prepara maravilhosas surpresas. Tenho a esperança de que com esta nossa conversa você tenha conseguido mais energia e inspiração para desfrutar melhor o Amor, uma realidade valiosa demais para ser banalizada.

E lembre-se: você é o autor da sua vida e é capaz de escrever uma história de amor muito linda, na qual receba e dê muito amor. Saiba sempre que amar pode dar certo, desde que você cuide do Amor com muito carinho e sabedoria.

O amor é eterno e maravilhoso em sua essência, capaz de realizar as mais importantes transformações em um ser humano, mas as pessoas atualmente se machucam muito porque não aprenderam a amar de uma forma plena.

O problema não está no amor. O ser humano não consegue ser feliz sozinho. Desistir de amar é deixar de lado uma parte fundamental da própria vida, e por isso mesmo é triste ver tantas pessoas tratarem o amor com desprezo, acharem as manifestações de romantismo algo feio e, principalmente, desistirem de viver um grande amor. Vale a pena amar, acreditar no amor, entregar-se ao amor. O amor satisfaz os nossos mais profundos desejos de compreender e ser compreendido, de valorizar e ser valorizado, de dar e receber.

Amar pode dar certo

O ser humano só pode existir em paz consigo mesmo se puder se relacionar com uma pessoa a quem diga, com palavras e gestos, "eu te amo" e de quem ouça com total sinceridade: "Eu também te amo".

Mas amar supõe evoluir todos os dias, conhecer o outro cada vez melhor, construir com ele um lugar no mundo em que as pessoas, ao entrar, sentirão que ali existe vida, carinho sincero, vontade de acertar.

Nos momentos de crise ou de mágoa, dizer "eu te amo" ao parceiro é ter a coragem de lhe dizer que ele fez algo de que você não gostou.

Nos momentos de alegria e êxtase, dizer "eu te amo" é saber compartilhar essa alegria com quem você ama, abrindo seu coração sem reservas.

Nos momentos de dor, dizer "eu te amo" é talvez não dizer nada, mas deixar evidente ao outro que você está ao seu lado aconteça o que acontecer.

Nos momentos em que você perceber que errou, a melhor maneira de dizer "eu te amo" é simplesmente dizer: "Desculpe pelo meu erro".

Nos momentos em que o outro errou, e está triste porque cometeu o erro, a melhor maneira de dizer "eu te amo" é se aproximar lentamente dele, colocar a mão em seu ombro e dizer suavemente: "Tudo bem, já ficou para trás".

Amar pode dar certo é a frase mais simples possível para traduzir a convicção de que nascemos para amar e ser amados, e que nossa felicidade consiste em realizar essa missão.
Roberto Shinyashiki