Roberto Carlos e Ivete Sangalo

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O fim de um relacionamento!


Uma das piores coisas que se pode acontecer para abalar o equilíbrio de uma pessoa, é ela ter seu relacionamento terminado - Namoro, casamento, qualquer tipo de rompimento.

A pessoa que foi "terminada", sente um imenso vazio dentro de si, e consegue sentir de verdade, frases que ela julgava serem metáforas: "Dor no coração", "Dor na alma"...


Para uma pessoa apaixonada, a dor chega a ser tão pesada a ponto de afetar sua saúde física, pois ela pode passar a se alimentar mal, perder o sentido de ser, ou ser levada a fazer coisas ao extremo
, como até mesmo tentar se matar ou qualquer coisa que chame a atenção da pessoa amada.

O ser humano não aceita perdas; ele nunca está pronto para perder alguma coisa, e um amor é algo mais precioso que alguém pode adquirir, por se tratar de um outro ser: que se importa, que lhe dá toda a atenção, que pensa em você, que preenche o vazio que a família provavelmente deixa, e faz parte da natureza humana se relacionar.
Instintivamente o ser humano gosta de cuidar do que possui, principalmente se ele não possui muito do que conseguiu ou se adquiriu algo com extrema dificuldade. É óbvio então, que se você perdeu um amor que consegui com dificuldades, uma pessoa que julgava rara, se você não tem o costume de ter muitos amores, é certo de que irá sofrer muito mais e demorar mais para que esqueça (não terá facilidade em substituí-la ou relacionar com amigos). Poderá também, afastar a pessoa de você ainda mais, pois irá passar para ela seu estado de tristeza.

O excesso de cuidado com alguém, também pode causar sufocamento e a perda do interesse do outro, por não ter mais nada que buscar na pessoa, ele automaticamente para de conquistá-la, pois não sente o perigo da perda - o ser humano vive de buscas, quanto mais ele tem, mais ele quer, ele jamais estará satisfeito, portanto, a mesma coisa se aplica a um relacionamento: Depois que se conhece alguém, que se perde a conquista e a fase em que um conhece o outro.

Existem muitos fatores que podem fazer com que uma pessoa abandone a outra, e se alguns dos principais forem conhecidos, você não correrá o risco de perder seu amor, saberá cuidar do seu relacionamento, e diagnosticará qualquer problema que haja em seu relacionamento antes que ele possa vir a afetá-lo de forma negativa.

Gisa

Como esquecer alguém!


Como Superar a perda de um grande amor, lidar com o grande vazio no peito, e sair dessa numa boa.

É o fim. Não importa o que as pessoas digam, você tem um buraco dentro do peito e daria tudo pra estar perto da pessoa que te abandonou. Por mais erros que ela tenha cometido, você perdoaria todos e com certeza a frase que ainda ronda sua mente é "não quero te esquecer".

De certa forma, lá no fundo, você sabe muito bem que precisa esquecer este alguém.
Por mais que você tente, você sabe que é inútil, porque sente uma dor bem real.

Como é a Dor de Cotovelo?

No momento em que se perde alguém, sente-se uma dor imensa, onde não há posição confortável para se sentar, não há lugar para se deitar, e quem sente, não consegue descrever a intensidade.
O interessante é que dói muito, como um buraco dentro do peito, e realmente você pode dizer: Meu coração dói. Não é à toa que o coração está entre os símbolos do amor.

O mais importante, é que você não vai admitir que perdeu, e vai se torturar pensando naquela pessoa. Como se estivesse gostando de sentir dor. Quem sofre por amor, é uma espécie de masoquista. Ele sente um pouco de felicidade ao lembrar da pessoa, mas sabe que vai doer, porém seu ego não irá tentar nenhum mecanismo de defesa, e ele irá se entregar a isso.

A tristeza que toma conta de quem perdeu um grande amor, uma paixão, chega a ser quase uma obsessão. Por isso é difícil e praticamente impossível usar argumentos, principalmente contra o amado, para que a pessoa o esqueça. Quanto mais maltratado se é, mais ele vai querer estar perto e se sujeitar a qualquer coisa pra permanecer ao lado de quem ama.

A Solução da dor é o Tempo?

Hmm... Não exatamente!
O Tempo em si, não cura uma ferida, mas sim o que você faz com este tempo.

Considere o exemplo: Se você passar meia hora pensando naquela pessoa, o tempo estará passando do mesmo jeito, e sua dor estará aumentando ou ficando na mesma, logo, o tempo não cura. Porém, se você passar meia hora se ocupando de alguma coisa que não seja pensar no amado, vai com certeza ter sentido menos dor neste momento.

Quando se ocupa a mente com outras coisas, vai estar minimizando a dor, porque seu cérebro irá "esquecer" um pouco da dor que você sentia, e logo, tudo aquilo que era ruim, vai ser uma lembrança, e não mais uma dor física.

Considere a dor da perda, como uma ferida que se abriu. Quando você se machuca, dói. Se ficar mexendo naquela ferida da paixão, pensando naquilo, cutucando a ferida, indo atrás da pessoa e falando com ela, vai doer. Quando fazemos alguma coisa como trabalhar por exemplo, sair com os amigos, focar nossos pensamentos em outras ações, estamos deixando que a ferida se feche naturalmente e fazendo curativos.
Eu costumo dizer que quando arranjamos um novo amor, fechamos essa ferida muito mais rápido.

Quanto maior a perda, o tamanho da dor, os sentimentos que tínhamos pela pessoa, maior pode ser o tempo que levaremos para superar, principalmente se temos contato diário com quem nos abandonou. Será inevitável que essa ferida seja tocada toda vez.

Ocupe Seu Tempo

Sentir mais ou menos dor, é você quem vai fazer. Como mencionei, é provável que você queira ficar mexendo na ferida, remoendo sentimentos, e sentindo uma espécie de prazer nisso. Apenas se você estiver disposto a esquecer a dor e superar a perda, é que você vai conseguir.

Use o tempo que tem para se ocupar de outras coisas. Toda vez que seus pensamentos focarem na pessoa, desvie-os para outro lugar e procure fazer alguma coisa que realmente exija sua concentração. Difícil é, eu não disse que era fácil, mas é possível. Dizer que "não consigo porque sou fraco" é desculpa pra continuar se martirizando e consentindo sua dor.

Se você quer parar de sofrer, não espere o tempo se ocupar de você, pois nada vai acontecer, mas se ocupe de alguma coisa enquanto o tempo passa.. A cicatriz vai ficar, mas cicatrizes não doem, serão lições do futuro, como imagens em um álbum de fotografias.

Gisa

domingo, 26 de junho de 2011

Nada!


“Nem a tristeza, nem a desilusão.
Nem a incerteza, nem a solidão...
... Nada me impedirá de sorrir...
Nem o medo, nem a depressão.
Por mais que sofra meu coração...
Nada me impedirá de sonhar...
Nem o desespero nem a descrença.
Muito menos o ódio ou alguma ofensa...
Nada me impedirá de viver...
Mesmo errando e aprendendo.
Tudo me será favorável...
Para que eu possa sempre evoluir.
Preservar, servir, cantar, agradecer.
Perdoar, recomeçar...
Quero viver o dia de hoje.
Como se fosse o primeiro...
Como se fosse o último.
Como se fosse o único...
Quero viver o momento de agora.
Como se ainda fosse cedo.
Como se nunca fosse tarde...
Quero manter o otimismo.
Conservar o equilíbrio e fortalecer
a minha esperança...
Quero recompor minhas energias.
Para prosperar na minha missão,
e viver alegremente todos os dias...
Quero caminhar na certeza de chegar...
Quero lutar na certeza de vencer...
Quero buscar na certeza de alcançar.
Quero saber esperar para poder realizar,
os ideais do meu ser...

Blandinne

A vida com legendas!



Uma vez eu estava assistindo a um filme americano no DVD, quando uma amiga da minha filha chegou aqui em casa. Ela deu um alô de longe, para não atrapalhar a sessão, mas de repente algo chamou sua atenção na TV, e em seguida ela me olhou com uma expressão atônita. Achei que fosse me revelar um segredo de Fátima, mas o que ela me disse foi: "Tia, você não sabe? Dá para assistir ao filme dublado!". Aquele "tia" não conseguiu estragar meu humor. "Eu sei, querida, mas eu prefiro assistir com legenda".

A cara de espanto que ela fez, só vendo. Dava para ler seu pensamento: como alguém pode preferir ver um filme com legenda em vez de dublado??? Pois é.

Eu me rendo feliz às legendas, já que meu inglês não é nenhum espetáculo. Mas não é só por isso. Por melhores que sejam nossos dubladores, perde-se a interpretação original, o tom de voz, as interjeições. Fica um troço frio. Dublada, qualquer obra de arte parece filme de sessão da tarde. Vai pro ralo a magia do cinema.

Legenda, ao contrário, permite o confronto entre o que foi dito e o que foi compreendido. Temos acesso às duas versões. Aliás, não seria nada mal se legendassem algumas cenas da vida real, também.

Num antigo prédio onde morei, havia um porteiro muito gentil, mas que falava um idioma indecifrável. Vogais e consoantes embolavam-se de tal modo que qualquer coisa que ele dissesse parecia turco. O senhor pode repetir, seu Gomes? Vorwitzj shurtkwzç halytqjh. Sei, sei, obrigada, seu Gomes. E eu entrava no prédio sem saber se o elevador estava enguiçado, se a vizinha havia cometido suicídio ou se tinham assaltado meu apartamento.

Igualmente enigmáticos são certos depoimentos de políticos. Falam em português, sem dúvida, mas falta uma simetria com os fatos apurados. "Esta assinatura não é minha." "Não tenho dinheiro em paraíso fiscal." "Sou e sempre fui um cidadão honesto".
Legendas, please. Eu não compreender.

Agora, intraduzíveis mesmo são os diálogos entre marido e mulher. Ele diz que vai se atrasar 10 minutos e ela conclui: ele tem outra. Ele diz que está com saudade e ela retruca: então por que só me ligou uma vez hoje? Ele diz que está infeliz no emprego e ela: não vem com frescura, o aluguel vai aumentar. Ele diz que a ama e ela: "Repete".

"Eu te amo."

"Ah, diz de novo."

"Te amo."

"Mais uma vez."

"Te amo, caramba!"

"Eu sabia, você não me ama mais, se irrita por qualquer coisinha."

Mas voltando ao assunto inicial desta crônica: soube que o mercado cinematográfico está colocando à disposição um número cada vez maior de cópias dubladas, não apenas de filmes infantis, o que se explica, mas também de filmes para adultos. E o público está aplaudindo a tendência, pois, segundo pesquisa, preferem mesmo assistir ao filme direto em português. Uma pena. Entendo que se queira facilitar a vida, mas quando se quer facilitar demais, perde-se algumas pequenas sofisticações, hoje cada vez mais raras
Martha Medeiros