Roberto Carlos e Ivete Sangalo

sábado, 11 de junho de 2011

Como agir na hora da briga de um casal!


Quem não se lembra da primeira briga entre casal de namorados? O desentendimento se torna um crescendo e pronto! Começam os impropérios, as verdades desmascaradas! Surge a raiva ou então, ela é o estopim da discussão. A pessoa amada sai bufando, liga o carro e dá partida cantando os pneus.

O que fazer quando o casal briga? No caso, o desentendimento floresce, quando há muito sentimento de raiva contido. Ou então descontentamento com o comportamento do outro. Há também muito orgulho envolvido nesta trama de desentendimento.

Como trabalhar a raiva e a crítica na hora da briga? Ninguém gosta de ser criticado. O ser humano tem o desejo de ser sempre apreciado e aceito. Num casal, o comportamento do outro às vezes, pode magoar ou ferir. Uma palavra dita num momento errado pode causar um rompimento.

Quando você estiver com muita raiva do parceiro(a), evite uma discussão acalorada. Excesso de ira pode provocar mais raiva. Neste momento, um pode magoar o outro com palavras ásperas ou ofensivas. Isso em nada resolve a causa da discussão.

Conversar seria a solução ideal. No entanto, o ser humano é instável nas suas emoções.Às vezes, discutimos numa hora em que o namorado(a) ou companheiro(a) está cansado, nervoso ou preocupado. Aí, ele pode devolver as ofensas com mais ofensas. Neste momento de ânimos acalorados, mantenha a calma. Vá para casa e pense melhor sobre o assunto.

Há uma diferença muito grande em dizer: "Estou com raiva de você. " e falar a mesma frase num tom de voz alto, irado misturado a gestos descontrolados. Violência gera violência.

Não reprima sua raiva. Não fique guardando para depois seu desagrado. A insatisfação num casal, se for ignorada, poderá crescer e se manifestar numa briga carregada de mágoa.

Algumas pessoas são muito exigentes com a pessoa amada. Brigam por qualquer motivo ou qualquer detalhe. A pessoa amada pode se sentir desmotivada e desvalorizada. "Nada que eu faça, ele(a) repara ou elogia. Só ele(a) é perfeito(a)!"- desabafa a pessoa. Geralmente, são homens ou mulheres que tiveram uma infância com pais muito autoritários ou repressores. Crescem e amadurecem sendo muito duros consigo mesmos. Projetam no outro toda a carga de exigência e baixa auto- estima.

Há também um problema chamado de distimia. Constante mau humor pode mascarar um problema psicológico que precisa ser investigado.

Uma boa dose de tolerância e compreensão pode evitar brigas desnecessárias. Aceitar o outro é aceitar a si mesmo.

Tolerância não é passividade ante o erro do outro. É compreender que a pessoa amada não é o príncipe encantado. É um ser humano cheio de carências, acertos e erros. O perdão transforma a raiva em compreensão madura. Perdoe de verdade. Senão for um perdão sincero, o resultado da briga poderá se transformar em ressentimento. O ressentimento deixa a pessoa com a memória viva ante os erros passados: "Lembra-se daquele dia que você fêz isso e aquilo?" despeja o homem ou a mulher. A raiva não passou.

Num relacionamento saudável, a briga entre o casal pode servir como um termômetro. Um desabafo onde os dois vão se conhecendo e aparando as arestas. Nem sempre a mulher ou o homem costumam se abrir quando estão insatisfeitos. Isto gera desconforto. "Engulo tudo calada(o), senão ele(a) termina comigo." "Não gosto de brigar, prefiro ignorar o que ele(a) fêz." Este comportamento vai gerar mais insatisfação entre o casal. E esta insatisfação vai se refletir na vida sexual e social dos dois.

Muitas brigas por motivos fúteis podem estar mascarando outros problemas na estrutura do relacionamento: dificuldades sexuais, problemas financeiros, falta de amor ou mesmo uma traição. Alguns casais fazem um jogo que pode ser até inconsciente. Depois da briga, o relacionamento íntimo fica mais apimentado. Parece que o relacionamento fica mais quente. Será? No entanto, para um casal que ainda se ama, brigar, às vezes, pode acertar muitos desencontros e dificuldades.

Na hora da briga, tente se acalmar. Quando o outro elevar a voz ou gritar, não faça o mesmo. Abaixe o tom da sua voz. Isso desconcertará a pessoa amada. Jogo de forças não leva a resultado positivo. Gritar mais alto do que a pessoa amada gera mais briga.

Havia um casal que tinha sempre brigas apimentadas e costumavam se agredir fisicamente. Era sempre assim: tapas e tapas. Com o tempo, o amor acabou e eles se separaram.

Não permita a falta de respeito e nem o uso de palavrões durante a briga. Se você permitir uma vez que seja, será sempre assim. No entanto, nem sempre na hora da briga, com os nervos à flor da pele, as emoções estão sob controle. Se você errou, reconheça o erro imediatamente. Pedir desculpas é nobre.

Sinceridade sempre na maneira de expor os sentimentos.

Deste modo, haverá sempre paz e amor, após a tormenta.



Sandra Cecília

O Dom de Amar!

Amor de Namorados!


Há certas horas, em que não precisamos de um Amor... Não precisamos da paixão desmedida... Não queremos beijo na boca...E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...

Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...

Sem nada dizer...

Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...

Alguém que ria de nossas piadas sem graça...Que ache nossas tristezas as maiores do mundo...Que nos teça elogios sem fim...E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade inquestionável...

Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado...Alguém que nos possa dizer: -Acho que você está errado, mas estou do seu lado...

Ou alguém que apenas diga: -Sou seu amor! E estou Aqui!

(William Shakespeare)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Correr atrás ou deixar rolar?


É melhor ir atrás daquilo que se procura com unhas e dentes ou esperar que aconteça?

Todos são familiarizados com aquele ditado que diz que quando amamos alguém é necessário dar ao outro o direito da liberdade, já que fundamentalmente é uma escolha de todos e de cada um estar dentro de uma relação. Portanto, travar uma luta para ter aquilo que se deseja está em desencontro com esse princípio, por outro lado muitos se perguntam qual seria então o meio para se conquistar uma relação de forma saudável?

Uma conquista, em qualquer campo da vida, não é uma tarefa fácil, envolve desejo, persistência, capacidade, dedicação, objetivo. No campo do amor, das relações, não podemos dizer que seja diferente, envolve tudo isso e até mais, bom senso, auto conhecimento, auto-estima, segurança, confiança em si mesmo, interesse mútuo.

Para alguns uma conquista amorosa pode significar algo parecido como uma batalha, uma batalha algumas vezes contra si mesmo, quando se faz de tudo e qualquer coisa para ter uma certa pessoa junto, inclusive se desvalorizando, se descuidando, traindo princípios; ou ainda uma batalha para conquistar, traçando estratégias, invadindo o que pode se virar contra a própria relação.

Sem dúvida, é fundamental se dedicar a conquistar o que deseja, na seara do amor é muito válido mostrar ao outro o que sente, seu interesse, o objetivo de se aproximar, mas é uma linha muito tênue, a qual é importante estar sempre atento, entre o "correr atrás" e o "correr atrás com unhas e dentes". É justamente essa imagem final que gera uma impressão de luta, a luta é válida e legítima, contanto que não se torne um estresse, uma angústia, uma conquista à qualquer preço.

Esbarramos na questão do limite, do amor à qualquer preço onde um ou os dois podem pagar uma conta cara no final. O amor, o interesse pelo outro, o início de uma relação, a permanência de um namoro, pode precisar de uma ajudinha vez ou outra, um investimento maior, um cuidado extra, mas vale sempre considerar que não temos um poder absoluto sobre tudo ou todos e que um encontro acontece em uma via de mão dupla, só podemos encontrar o que está no mundo para ser achado.

Para outros a conquista envolve um movimento mais amplo, mais leve, mais casual, mais livre, onde existirá um espaço natural para promover o encontro, para conhecer o outro, para deixar a relação fluir e surgir. Uma dupla ritmada e sintonizada se encontrando no mesmo desejo, segue em um compasso, ainda que precisem de ajustes, acertos e vivam alguns desencontros inicialmente e que alguma atitude mais assertiva precise ser tomada, ainda que o jogo esteja em ação, o "ataque" é mais suave, a estratégia mais inteligente. Com isso não digo em permanecer passivo ou observador indireto da própria vida, ao contrário, é preciso viver, sair, conhecer, ampliar as relações.

Sendo assim, concluímos que o melhor é fazer uso de suas ferramentas pessoais, qualidades e atributos que todos possuem de forma que te ajudem a ir de encontro ao amor que procuram. O empenho e a dedicação na conquista são essenciais assim como também seguir em seus objetivos, não se abater, ter esperança, se divertir na busca. Porém, uma vez encontrado o que se procurava, quem se procurava, cuide para não transformar um sentimento que naturalmente acontece em um campo de batalha. Como escrevi no início o amor é não só direito de todos, como também uma escolha de cada um.

Dra. Juliana Amaral